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Como os partidos utilizam a internet no Brasil

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A disseminação da internet e sua relação com o mundo político tem despertado há algum tempo a atenção de pesquisadores interessados em descobrir como essa comunicação direta e instantânea tem provocado mudanças no comportamento de partidos, líderes e governos. Uma das possibilidades apontadas é que a internet pode ajudar a reduzir as distâncias entre representantes e representados. Essa seria, portanto, uma forma de melhorar o sistema de prestação de contas de partidos, governos e instituições e, em contrapartida, ampliar a possibilidade de participação dos eleitores. Difícil nesse caso não lembrar da eleição do presidente americano Barack Obama, em 2008. Sua campanha é considerada um caso bem sucessido de uso das redes sociais e da internet para mobilizar os eleitores, sobretudo os mais jovens.

Mas não basta o envolvimento durante o período eleitoral. O desafio dos partidos e lideranças tem sido o de mobilizar a atenção dos cidadãos fora o período eleitoral. Com alguma dessas ideias na cabeça, um grupo de pesquisadores da Universidade Federal do Paraná (UFPR) decidiu analisar como os partidos brasileiros utilizam a internet. Será que eles reproduzem um tipo de comunicação semelhante ao mundo off-line? Produzido pelo professor Sérgio Braga em parceria com Leonardo Caetano Rocha e Márcio Cunha Carlomagno, do Programa de Pós-Graduação em Ciência Política da UFPR, "A internet e os partidos políticos brasileiros" apresenta diferenças interessantes na maneira que os partidos ocupam o mundo virtual (O Blog conversou com Sérgio Braga, veja abaixo). 

Os fatores que explicam o desempenho dos websites dos partidos Para realizar o estudo, os autores utilizaram quatro índices elaborados por outros pesquisadores para identificar as estratégias de comunicação dos partidos nos seus sites. Os índices de informação (6,1), sofisticação (4,6), mobilização (3,1) e interação (3,1) resultaram no índice geral de desempenho dos websites dos partidos brasileiros (IWP). Entre os partidos, o melhor índice geral foi do PSDB, seguido de perto pelo PT. Um dos maiores partidos do Brasil, o PMDB ficou na 24ª posição. Publicado este mês pela Adenauer Brasil, o estudo indica que boa parte das legendas apenas "estão online", ou seja, sem se preocupar em utilizar os recursos da web para promover o engajamento cívico dos eleitores. São partidos com websites pouco diversificados, baixa atenção nas mídias sociais e ausência de interação com os eleitores. O segundo grupo minoritário é formado por partidos com websites mais diversificados e sofisticados, com número relativamente alto de seguidores no mundo virtual e alto grau de engajamento de apoiadores no mundo virtual. Nesse grupo estão o PSDB e o PT, além do DEM, PRB, PDT, PSOL e PSB. Os fatores que explicam o desempenho dos websites dos partidos Para realizar o estudo, os autores utilizaram quatro índices elaborados por outros pesquisadores para identificar as estratégias de comunicação dos partidos nos seus sites. Os índices de informação (6,1), sofisticação (4,6), mobilização (3,1) e interação (3,1) resultaram no índice geral de desempenho dos websites dos partidos brasileiros (IWP). Entre os partidos, o melhor índice geral foi do PSDB, seguido de perto pelo PT. Um dos maiores partidos do Brasil, o PMDB ficou na 24ª posição. Publicado este mês pela Adenauer Brasil, o estudo indica que boa parte das legendas apenas "estão online", ou seja, sem se preocupar em utilizar os recursos da web para promover o engajamento cívico dos eleitores. São partidos com websites pouco diversificados, baixa atenção nas mídias sociais e ausência de interação com os eleitores. O segundo grupo minoritário é formado por partidos com websites mais diversificados e sofisticados, com número relativamente alto de seguidores no mundo virtual e alto grau de engajamento de apoiadores no mundo virtual. Nesse grupo estão o PSDB e o PT, além do DEM, PRB, PDT, PSOL e PSB.